domingo, 27 de julho de 2025

Aula 24 - Manutenção em painel com motor de dois bobinados com duas velocidades e reversão

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O motor de enrolamentos separados possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Este tipo de motor proporciona velocidades diferentes em um mesmo eixo. Na grande maioria, são para apenas um valor de tensão, pois as religações disponíveis geralmente permitem apenas a troca das velocidades.
A potência e a corrente para cada rotação são diferentes. No motor de enrolamentos separados a rotação depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, este tipo de motor possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
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18_11_04 Painel Partida e Reversão Dois Bobinados.
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm), etc.
Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos: não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente; nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada (neste sistema tem-se construído basicamente um transformador trifásico); caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado. Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).

1 - Faça a análise de funcionamento do circuito de comando e potência;
2 - Mude a posição da chave de defeitos (D1 a D8) para a posição 01;
3 - Energize o circuito e inicie a operação de comando;
4 - Constate e anote a característica do defeito;
5 - Verifique em que ponto a sequência operacional está interrompida;
6 - Verifique pelo diagrama o circuito (s) de comando ou controle que falha;
7 - Anote precisamente a falha comprovada com o instrumento de teste no diagrama.

© Direitos de autor. 2018: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 30/04/2019

terça-feira, 22 de julho de 2025

Aula 23 - Manutenção em painel com motor "Dahlander" de duas velocidades e reversão

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O Motor de indução Dahlander proporciona velocidades diferentes em um mesmo eixo. Na grande maioria, são para apenas um valor de tensão, pois as religações disponíveis geralmente permitem apenas a troca das velocidades. 
A potência e a corrente para cada rotação são diferentes. Este é  um motor  com  enrolamento especial que  pode  receber  dois  fechamentos diferentes,  de  forma  a  alterar  a quantidade  de pólos, proporcionando,  assim,  duas velocidades distintas,  mas  sempre com  relação 1:2. 
O motor Dahlander é um motor trifásico que permite seu acionamento em duas velocidades diferentes, nesta partida as duas velocidades e reversão serão selecionadas por botões. 
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18_11_03 Painel Partida e Reversão Dahlander.
A Partida do motor Dahlander com reversão, destina-se a máquinas que partem em vazio ou com carga e permitindo a inversão do sentido de rotação. A corrente de sobrecarga do disjuntor motor deve ser ajustado para a corrente de serviço (nominal do motor). 
Este comando não possui inter-travamento permitindo a mudança de baixa velocidade para alta e reversão.

1 - Faça a análise de funcionamento do circuito de comando e potência;
2 - Mude a posição da chave de defeitos (D1 a D8) para a posição 01;
3 - Energize o circuito e inicie a operação de comando;
4 - Constate e anote a característica do defeito;
5 - Verifique em que ponto a sequência operacional está interrompida;
6 - Verifique pelo diagrama o circuito (s) de comando ou controle que falha;
7 - Anote precisamente a falha comprovada com o instrumento de teste no diagrama.

© Direitos de autor. 2018: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 31/03/2019

quinta-feira, 17 de julho de 2025

Aula 22 - Manutenção em painel com partida consecutiva de 4 motores de indução trifásico

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A partida consecutiva de motores trifásicos é a série de operações desencadeadas por um sistema de comandos elétricos. 
Esse sistema introduz no circuito dois ou mais motores com suas partidas em sequência. Esse tipo de partida pode ser realizado por meio de comandos elétricos e com o auxilio de relés temporizadores. Ao pressionar S1, a bobina do contator K1 é energizada juntamente com o temporizador T1 que inicia a sequência de acionamento. O temporizador T1 aciona a bobina do contator K2 é energizada juntamente com o temporizador T2, a sequencia vai se repetindo até os quatro motores funcionarem.
Este desenho está disponível em:

1 - Faça a análise de funcionamento do circuito de comando e potência;
2 - Mude a posição da chave de defeitos (D1 a D8) para a posição 01;
3 - Energize o circuito e inicie a operação de comando;
4 - Constate e anote a característica do defeito;
5 - Verifique em que ponto a sequência operacional está interrompida;
6 - Verifique pelo diagrama o circuito (s) de comando ou controle que falha;
7 - Anote precisamente a falha comprovada com o instrumento de teste no diagrama.

O diagrama de defeitos está disponível em: 25_06_02 Defeitos em Partida Sequencial 4 Motores.

© Direitos de autor. 2018: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 28/02/2019

sábado, 12 de julho de 2025

Aula 21 - Manutenção em painel com motor de rotor bobinado com aceleração rotórica e reversão

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A Partida com aceleração rotórica só é permitida para motores com rotor bobinado, pois a corrente de partida é controlada por meio da inserção de resistores em série com as bobinas do rotor do motor.
A vantagem da utilização deste motor é que ele mantém o torque constante mesmo com a rotação reduzida, por isso é muito utilizado em pontes rolante e elevadores.
Para controlar a corrente de partida e rotação desse motor são utilizados bancos de resistores em série com os enrolamentos do rotor.
Os motores de rotor bobinado possibilitam o aumento de sua resistência rotórica através da utilização de um banco de resistência externa, conectada ao circuito rotórico, aumentando o conjugado de partida com corrente relativamente baixa.
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21_09_01 Painel Partida e Reversão com Aceleração Rotórica.

O motor parte com os anéis coletores não curto-circuitados, e na medida em que o motor vai ganhando velocidade, o reostato deve diminuir sua resistência progressivamente até atingir o menor valor possível e então o mesmo deve ser curto-circuitado quando o motor atinge a rotação nominal.

1 - Faça a análise de funcionamento do circuito de comando e potência;
2 - Mude a posição da chave de defeitos (D1 a D8) para a posição 01;
3 - Energize o circuito e inicie a operação de comando;
4 - Constate e anote a característica do defeito;
5 - Verifique em que ponto a sequência operacional está interrompida;
6 - Verifique pelo diagrama o circuito (s) de comando ou controle que falha;
7 - Anote precisamente a falha comprovada com o instrumento de teste no diagrama.

O diagrama de defeitos está disponível em: 25_06_01 Defeitos em Partida e Reversão com Aceleração Rotórica.

© Direitos de autor. 2018: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 31/05/2025

terça-feira, 8 de julho de 2025

Aula 20 - Análise de sequência de fase – Máquina Ligada

 Os sistemas de energia geralmente têm circuitos trifásicos que exigem a identificação adequada das fases para conexão, teste e manutenção. Um medidor de rotação de fase é uma ferramenta útil que pode ajudá-lo a determinar a sequência de fases e a polaridade de um sistema trifásico. Neste artigo, você aprenderá a usar um medidor de rotação de fase para identificar as fases do sistema de energia e evitar possíveis perigos e erros.
Um medidor de rotação de fase é um dispositivo que mede a direção do campo magnético em rotação em um sistema trifásico. Ele consiste em uma unidade de exibição e três cabos de teste que se conectam aos terminais do sistema. A unidade de exibição mostra a sequência de fase como ABC ou CBA, e a polaridade como sentido horário ou anti-horário. Um medidor de rotação de fase também pode indicar se o sistema está equilibrado ou desbalanceado, e se há um circuito aberto ou curto-circuito.
A identificação de fases é importante por vários motivos. Primeiro, ele garante que o equipamento conectado ao sistema seja compatível e funcione corretamente. Por exemplo, alguns motores e geradores requerem uma sequência de fase e polaridade específicas para funcionar corretamente. Em segundo lugar, evita danos e lesões causados por fiação incorreta ou faseamento. Por exemplo, conectar uma carga com uma sequência de fases diferente da fonte pode resultar em superaquecimento, sobrecarga ou curto-circuito. Em terceiro lugar, facilita a solução de problemas e a análise de falhas, fornecendo informações precisas sobre a condição e o desempenho do sistema.
Antes de usar um medidor de rotação de fase, você precisa se preparar para a identificação de fase seguindo algumas precauções e procedimentos de segurança. Primeiro, você precisa usar equipamentos de proteção individual apropriados (PPE) como luvas, óculos e ferramentas isoladas. Em segundo lugar, você precisa desenergizar e isolar o sistema da fonte de energia e verificar a ausência de tensão usando um testador de tensão. Terceiro, você precisa identificar os terminais do sistema e rotulá-los como A, B e C de acordo com o código de cores padrão ou as instruções do fabricante.
Para conectar um medidor de rotação de fase, você precisa seguir as instruções fornecidas pelo fabricante do dispositivo e pelo operador do sistema. Geralmente, você precisa conectar os cabos de teste aos terminais do sistema na mesma ordem em que eles são rotulados na unidade de exibição. Por exemplo, se a unidade de exibição tiver etiquetas A, B e C, você precisará conectar os leads de teste aos terminais A, B e C do sistema, respectivamente. Você também precisa garantir que os cabos de teste estejam firmemente presos e não toquem uns nos outros ou em quaisquer partes aterradas.
Para ler um medidor de rotação de fase, você precisa reenergizar o sistema e observar a unidade de exibição. A unidade de exibição mostrará a sequência de fases e polaridade do sistema como ABC ou CBA, e no sentido horário ou anti-horário. Por exemplo, se a unidade de exibição mostra ABC e no sentido horário, isso significa que a sequência de fase é A-B-C e a polaridade é positiva. Se a unidade de exibição mostrar CBA e no sentido anti-horário, isso significa que a sequência de fase é C-B-A e a polaridade é negativa. Se a unidade de exibição mostrar uma mensagem de erro ou nenhuma indicação, isso significa que o sistema está desbalanceado, aberto ou em curto-circuito.
Se você tiver problemas ou inconsistências ao usar um medidor de rotação de fase, será necessário solucionar problemas do dispositivo e do sistema. Para começar, você deve verificar o nível da bateria e substituí-lo, se necessário. Além disso, verifique os cabos de teste e as conexões, certificando-se de que eles não estejam danificados ou soltos. Além disso, verifique a tensão e a frequência do sistema para garantir que estão dentro das especificações e tolerâncias do dispositivo. Além disso, inspecione a fiação e a configuração do sistema para certificar-se de que estão corretas e consistentes. Além disso, examine a carga e o balanceamento do sistema para garantir que eles não estejam afetando a medição de rotação de fase. Finalmente, verifique a calibração e precisão do dispositivo com outro medidor ou método de rotação de fase.
No indicador de sequência de fase do tipo "disco", quando a alimentação trifásica é conectada ao fabricante indicador, o motor (ou disco) gira. O movimento no sentido horário é conhecido como sequência de fase positiva, enquanto o movimento no sentido anti-horário é considerado sequência de fase negativa.

O arquivo para análise de sequência de fase com fasímetro elaborado por Sinésio Gomes poderá ser baixado em: 16_06_004 Manutenção - Análise de Sequência de Fase – Máquina Ligada.

Informações sobre uso do Fasímetro podem ser obtidos no link: MFA_850 - Fasímetro - Instruções de Uso .

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 10/04/2016

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Aula 19 - Análise de continuidade com Multímetro – Máquina Desligada

 Existem alguns problemas que surgem ao realizar uma manutenção ou instalação elétrica que podemos solucionar facilmente, fazendo apenas o teste de continuidade utilizando um multímetro. 
O teste de continuidade nos permite verificar se existe ou não continuidade nas ligações dos condutores, podendo ser utilizado para realizar testes em circuitos elétricos e eletrônicos.
O teste de continuidade nada mais é do que um teste de resistência, caso a resistência seja extremamente alta, ou seja, circuito aberto, nada acontece, mas se a resistência for zero, consideramos como circuito contínuo, e nesta situação o multímetro emite um sinal sonoro.
O teste de continuidade pode ser utilizado para verificar se existe continuidade entre os condutores elétricos ao longo de todo o seu percurso, se os condutores elétricos se encontram corretamente conectados e pode ser usado para identificar cabos elétricos em circuitos, trilhas de circuito impresso, contatos de contatores e interruptores por exemplo.
Realizar o teste de continuidade é muito simples, mas antes de fazer o teste, é importante destacar que o teste de continuidade utiliza a bateria interna do multímetro como fonte de alimentação, portanto ao realizar o teste de continuidade é fundamental desenergizar o circuito ou desligar o componente que será testado, ou seja, jamais devemos realizar este teste em circuitos ou componentes energizados!
Após ter desenergizado o circuito ou desligado o componente, faça o encaixe das pontas de prova corretamente, fique atento a outros multímetros que possuem mais que dois bornes para conectar as pontas de prova.
Para fazer o teste de continuidade devemos ajustar a escala do multímetro para a escala de continuidade, que está representado com um símbolo parecido com o do wifi. Alguns multímetros possuem a escala de continuidade separada das demais, mas existem outros multímetros que junto a escala de continuidade possuem outras escalas juntas, como por exemplo resistência e teste para diodos, nestes casos é necessário fazer a escolha da escala usando um outro botão.
Assim que for feito o ajuste do multímetro para a escala de continuidade, observe no display do aparelho que quando as ponteiras não estiverem se tocando, a leitura indica infinito ou OL, que significa circuito aberto, nenhuma corrente é capaz de fluir por este circuito.
Quando as pontas de prova entram em contato uma na outra a leitura indica o valor zero, ou seja, significa que o circuito está fechado. Nesta situação o multímetro emite um sinal sonoro de alerta, toda vez que o sinal de alerta estiver sendo emitido significa que o circuito ou cabo possui continuidade, não está rompido.
Para fazer o teste de continuidade em um condutor elétrico ou resistor, devemos encostar uma ponta de prova em uma extremidade do resistor e a outra ponta de prova na outra extremidade. Se o circuito estiver fechado, a leitura será zero e deve-se ouvir o sinal sonoro do aparelho. O teste funcionará da mesma maneira para verificar a ligação de um circuito ou funcionamento de interruptor por exemplo.
Se ao realizar o teste de continuidade no resistor, chave ou condutor elétrico, e indicar no display circuito aberto, significa que o resistor está queimado, a chave está aberta e o condutor elétricos está rompido.

A ficha de análise de continuidade - Medidores Digitais – Máquina Desligada está disponível em: 25_12_18 FRT - Análise -Teste de continuidade em painéis com medidores digitais.

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 11/03/2016

sábado, 28 de junho de 2025

Aula 18 - Ordem de Serviço e Fichas de Manutenção.


Figura 01 - Ordem de Serviço
Ordem de Serviço é um documento para informar quem deseja receber o serviço, quando e em qual equipamento o serviço será executado. 
O executor do serviço descreve os defeitos encontrados e quais são os serviços necessários para o concerto destes defeitos. A ordem de serviço pode servir como orçamento prévio, pode ser impressa e entregue ao cliente para que ele decida se autoriza ou não a execução. A ordem de serviço descreve tanto os produtos que serão utilizados e seus respectivos preços, bem como o preço da mão de obra e o custo total para o conserto.
Figura 02 - Solicitação de Manutenção.
Para tanto se recomenda que a ordem de serviço controlar e registrar os serviços executados, a peças utilizadas e principalmente controlar o faturamento que virão destes serviços. É importante que as informações prestadas para uma ordem de serviço estejam corretas, tanto para satisfação do cliente que recebeu o serviço quanto para o proprietário da oficina que posteriormente tem como avaliar os serviços prestados. 
A missão de uma oficina de manutenção é oferecer bons produtos e serviços e como pode ser observado a Ordem de Serviço á coluna vertebral do bom atendimento em qualquer oficina de prestação de serviço sejam eles serviços eletromecânicos ou não.
Conforme detalhamento anterior, observamos os requisitos básicos para a organização da manutenção elétrica, dentre os quais, fichas dos equipamentos. A figura, ao lado, ilustra um tipo padrão de ficha de equipamento em manutenção.
Figura 03 - Ficha de Equipamento 
em Manutenção.
É necessário estabelecer um critério e prioridade de manutenção, de acordo com os níveis de importância associados a cada equipamento. Uma vez estabelecido este critério, é necessário prever a duração de cada serviço para que seja possível traçar o mapa da manutenção preventiva. Esse tempo, conhecido como tempo padrão, serve para, comparado com o tempo real, avaliar o desempenho da equipe de manutenção.
A seguir são apresentados os modelos de formulários, utilizados durante o desenvolvimento das atividades: O primeiro é a "Solicitação de Manutenção" sendo emitido pelo setor elétrico em três vias, sendo que a primeira ficará com o requisitante, a segunda seguirá com o responsável pelo reparo na hora de sua execução e a terceira permanecerá arquivada no próprio setor.
Para que haja controle de todos os serviços executados pelo setor é necessário que este utilize um outro formulário denominado "Ordem de Serviço", que deve ser emitido um para cada serviço a executar, também em três vias, como no caso anterior.

A ficha de ordem de serviço padronizada conforme NR10 pode ser obtida em: 23_07_01 Ordem de serviço SRG.

Este arquivo pode ser baixado em: Aula 03 - Ordem de Serviço e Fichas de Manutenção.
© Direitos de autor. 2015: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 01/08/2023

terça-feira, 24 de junho de 2025

Aula 17.7 - Abertura e Fechamento de Chaves de Proteção e Manobra

 A abertura e fechamento de chaves de proteção e manobra deve seguir alguns procedimentos constantes no MPT – Manual de Procedimentos de Trabalho que serão abordados a seguir.
Todas as atividades devem ser precedidas de APR – Análise Preliminar de Riscos, utilização de equipamentos de proteção individuais (EPI’s) e coletivos (EPC’s) pertinentes à tarefa.
Note que existe plaquetas identificadoras onde consta o número da Chave e Circuito Primário a que pertence. Deve-se conferir os dados e repassar para o setor competente para conferencia e aprovação da abertura ou fechamento do dispositivo.
Deve-se utilizar o detector de tensão pra confirmar a ausência de tensão na rede a ser aberta.
Para abrir uma chave do conjunto, deveremos utilizar vara de manobra para abertura a distância e observar que nunca se abre a chave central primeiro, pois se ocorrer algum problema com a chave na sua abertura ou se abrir arco voltaico estaremos em situação de iminente acidente de trabalho de proporções incalculáveis, pois estaremos trabalhando entre duas fases energizadas.
Toda operação de abertura de chaves deve ser executada com o dispositivo para abertura de chaves sob carga LB – Load Buster.
A primeira chave a ser aberta é uma das laterais, dependendo da direção do vento e da posição do operador em relação ao conjunto de chaves.
A segunda chave a ser aberta será a do meio devido à direção do vento anteriormente verificada; após, abre-se a última chave.
Seguir os procedimentos de trabalho para sinalização e aterramento temporário para o trabalho.

Para o fechamento das chaves devemos retirar os aterramentos temporários, sinalizações e certificar-se de que todos os trabalhadores estão distantes da rede elétrica, bem como solicitar ao setor responsável a autorização para reenergização do circuito, pois poderá haver outras equipes trabalhando em outros pontos do circuito que não sabemos.
Após autorizados, iremos proceder ao fechamento das chaves. Novamente deve-se observar a direção do vento e executar o fechamento das chaves.
A primeira chave a ser fechada deverá ser a lateral mais difícil, levando-se em conta a direção do vento e a posição do sol em relação aos olhos do operador, devido ao ofuscamento das vistas.
A chave central nunca deverá ser a última a ser fechada pelos mesmos motivos da abertura.
As chaves deverão ser fechadas com firmeza e precisão, pois se ela bater e não fechar o operador deverá ficar segurando a chave em posição fechada até que o circuito seja desenergizado em um ponto anterior, e isso pode levar horas.
Caso bater a chave e ela vier a abrir por falha na operação de fechamento, abrirá arco voltaico de grande proporção, podendo gerar graves danos ao patrimônio da empresa e acidente de trabalho envolvendo o operador.

A ficha de ordem de serviço padronizada conforme NR10 pode ser obtida em: 23_07_01 Ordem de serviço SRG.

O manual com características da vara de manobra está disponível em: 23_07_01 Vara de manobra.

O manual com características do detector de tensão está disponível em: 23_07_02 Detector de tensão.

Os certificados de aprovação de capacetes de segurança e luvas de borracha  estão disponíveis em: CA Capacete de segurança e  CA Luva de borracha.

O procedimento operacional padrão para abertura de chave está disponível em: 23_08_POP03 Procedimento operacional padrão para abertura de chave.

© Direitos de autor. 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 10/04/2023

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Aula 17.6 - Comunicação via rádio com o Centro de Operações

 A comunicação via rádio refere-se ao processo de transmitir e receber informações usando ondas eletromagnéticas. Essas ondas são geradas por dispositivos chamados transmissores de rádio e captadas por receptores de rádio. Através dessa tecnologia, é possível estabelecer uma conexão sem fio entre duas ou mais partes, permitindo a troca de dados, voz e outros tipos de informações.
O funcionamento da comunicação via rádio baseia-se no princípio da modulação, que consiste em alterar as características de uma onda portadora para transmitir um sinal. Isso é feito por meio da variação de propriedades da onda, como sua amplitude (AM), frequência (FM) ou fase. O sinal modulado é transmitido pelo ar em forma de ondas de rádio e, em seguida, recebido e demodulado pelo receptor, restaurando a informação original.
Uma das principais vantagens da comunicação via rádio é a capacidade de transmitir informações a longas distâncias, superando barreiras geográficas e físicas. Além disso, a transmissão sem fio oferece mobilidade e flexibilidade, permitindo a comunicação em movimento, seja em veículos, embarcações ou dispositivos portáteis.
Outro benefício significativo da comunicação via rádio é a sua confiabilidade. Mesmo em situações de desastres naturais, onde a infraestrutura de comunicação convencional pode ser afetada, as redes de rádio podem continuar operando, garantindo a transmissão de informações vitais. Essa forma de comunicação desempenha um papel essencial em diversos setores, incluindo telecomunicações, serviços de emergência, aviação, marinha, indústria militar, entre outros.
Desde a transmissão de notícias e entretenimento até a coordenação de resgates e operações críticas, a comunicação via rádio continua sendo uma ferramenta indispensável na sociedade moderna. A comunicação via rádio é vital para serviços de emergência, como polícia, bombeiros e equipes de resgate.
Ela permite uma comunicação rápida e confiável em situações de crise, permitindo que as equipes coordenem esforços, compartilhem informações críticas e tomem decisões em tempo real.

CÓDIGO “Q” - O código Civil Internacional “Q” é utilizado nas transmissões militares, com a finalidade de simplificar as comunicações, dando-lhe maior rapidez na exploração, pela substituição de palavras, frases ou informações por um conjunto de três letras, seguidas ou não de algarismos, das quais a inicial é a letra “Q”. O código é internacional e foi aprovado em 21.12.1959, em Genebra, na Convenção Internacional de Telecomunicações, no qual o Brasil é um dos países signatários. A utilização deste código por quem não o domina razoavelmente poderá causar transtornos ao invés de benefícios.  O Código “Q” compreende de três letras de: QAA a QZZ.
Os sinais “Q” não têm caráter sigiloso, são considerados sempre como linguagem clara e coerente.
  1. As palavras difíceis devem ser pronunciadas normalmente “MALVA” e, soletrada: Mike – Alfa – Lima – Victor – Alfa e no final tornar a repetir a palavra MALVA.
Os números devem ser pronunciados normalmente e, em seguida, enunciados algarismos por algarismos, usando-se a identificação fonética como, por exemplo:
  1. O número 205 será lido “DUZENTOS E CINCO” e, em seguida, será enunciado dígito a dígito: dois – zero – cinco, duzentos e cinco.
Para melhor compreensão e utilização das comunicações, relacionamos abaixo os sinais mais usados por nossa rede de rádios:
  • QAP – Na escuta, escutar;
  • QAR – Abandonar a escuta;
  • QRA – Nome do operador;
  • QRD - Deslocar até ...;
  • QRL – Ocupado;
  • QRM – Interferência
  • QRT – Parar de transmitir
  • QRU – Novidade, problema
  • QRV – Estou à disposição
  • QRX – Aguarde;
  • QRZ – Quem chama?
  • QSA – Intensidade do sinal;
  • QSJ – Dinheiro;
  • QSL – Entendido;
  • QSM – Repita a mensagem;
  • QSO – Contato Pessoal;
  • QSP – Ponte entre duas estações;
  • QSY – Mudar para outra frequência;
  • QTA – Cancele a última mensagem;
  • QTC – Mensagem;
  • QTH – Local, endereço;
  • QTO – Sanitário;
  • QTR – Hora certa;
  • QTU – Horário de funcionamento;
  • QTY – Estou a caminho;
  • QUA – Notícia;
  • QUB – Informar visibilidade;
  • NIHIL (NIL) – Nada, nenhum.
Obs: O mesmo grupo de letras pode ter sentido negativo quando seguido da letra “N”.

EXPRESSÕES CONVENCIONAIS - São palavras ou frases curtas, normalmente usadas em substituição à sentenças mais longas e de uso comum. 
  • CÂMBIO - “Terminada minha transmissão, aguardo resposta – transmita”;
  • TKS - Obrigado;
  • TAT - Rancho;
  • PB-  Ponto Base;
  • PZ - Ponto Zero;
  • PA-  Posto de Abastecimento;
  • BF - Baixa Frequência.

ALFABETO FONÉTICO - 
Para soletrar as letra são utilizados fonéticos, eles são recomendados para radiofonia ou rádio telegrafia. Para atingir o objetivo de tornar clara a comunicação, podemos utilizar dois tipos de alfabetos: o fonético geográfico e o alfabeto fonético internacional (inglês) também denominado da ONU. Isso porque algumas letras do alfabeto português têm os sons semelhantes como, por exemplo, P e B, T e D, M e N, e havendo dúvidas quanto à determinada palavra deve-se soletrá-la utilizando-se de um dos alfabetos a seguir descritos.

NORMAS PARA O USO DO RÁDIO
  1. Antes de transmitir verifique se o canal está livre.
  2. Não proferir palavras obscenas, nem usar linguagem inadequada.
  3. Ser breve nas transmissões para não ocupar por muito tempo a rede
PROIBIÇÕES QUANTO AO USO DO EQUIPAMENTO DE RÁDIO
  1. Utilizar gírias, palavrões ou apelidos durante os comunicados;
  2. Comunicar-se sem se identificar corretamente;
  3. Utilizar outro código que não o código “Q” (código internacional de comunicação) ou código de uso restrito de outros serviços;
  4. Iniciar uma comunicação (mensagem) sem estar autorizado pela central (CIOP);
  5. Manter contato (QSO) entre as unidades móveis, sem autorização da Central (CIOP);
  6. Usar o equipamento para outros fins que os de serviços;
  7. Entregar o equipamento, ou permitir seu uso, a pessoa não credenciada.
Atualmente há aplicativos de walkie talkie estão disponíveis de graça para celulares Android e iPhone (iOS). Os aplicativos substituem o equipamento de comunicação, que é utilizado principalmente em setores de segurança e serviço, para se comunicarem a partir de uma mesma frequência de rádio. Vale destacar que os aplicativos só funcionam se o celular estiver conectado à Internet. Utilizo o aplicativo "Walkie Talkie" para simular a comunicação via rádio nas aulas com o smartphone.

Há em anexo um resumo do "Códiqo Q": 17_12_02 Código Q;

O procedimento operacional padrão para comunicação e bloqueio está disponível em: 23_12_POP01 Comunicação e  bloqueio de chave.

© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/11/2017.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Aula 17.5 - Trabalho em altura: Uso de escadas

Requisitos gerais
As escadas portáteis (de mão) devem ter uso restrito para acesso a local de nível diferente e para execução de serviços de pequeno porte e que não exceda a capacidade máxima suportada pela mesma.
Para serviços prolongados recomenda- se a instalação de andaimes. Serviços que requeiram a utilização simultânea das mãos somente podem ser feitos com escada de abrir com degrau largo ou utilização de talabarte envolto em estrutura rígida. 
Toda a escada deve ter uma base sólida, antiderrapante, com extremos inferiores (pés) nivelados. Não utilize escadas com pés ou degraus quebrados, soltos, podres, emendados, amassados, trincados ou rachados, ou faltando parafuso ou acessório de fixação. Escada defeituosa deve ser imediatamente retirada de uso. 
A escada deve ser apoiada em piso sólido, nivelado e resistente, para evitar recalque ou afundamento. Não apoie em superfícies instáveis, tais como, caixas, tubulações, tambores, rampas, superfícies de andaimes ou ainda em locais onde haja risco de queda de objetos. Em piso mole, providenciar uma base sólida e antiderrapante para a mesma. Em locais de trânsito de veículos, a escada deve ser protegida com sinalização e barreira. 
As escadas portáteis não devem ser posicionadas nas proximidades de portas, em áreas de circulação de pessoas ou máquinas, onde houver risco de queda de materiais ou objetos, nas proximidades de aberturas e vãos e próximo da rede elétrica e equipamentos elétricos desprotegidos. Quando for necessário utilizar próximo à portas, estas devem estar trancadas, sinalizadas e isoladas para acesso à área.
As ferramentas utilizadas para o trabalho não devem estar soltas sobre a escada, a não ser que tenha bandeja apropriada para esta função. Ao executar serviços, os pés do usuário devem estar sobre os degraus da escada. É obrigatório o uso de cinturão de segurança tipo paraquedista em trabalhos de pequeno porte acima de 2 metros de altura. O mesmo deve ser fixado em um ponto de ancoragem, fora da escada, exceto uso de talabarte para posicionamento envolto em estrutura rígida. Quando este procedimento não for possível utilizar andaime ou plataforma elevatória. 
A escada deve ser acondicionada em local seco, longe de umidade ou calor excessivo. Deve ficar em posição horizontal e apoiada em vários pontos, de acordo com o seu tamanho para evitar empenamento. Após sua utilização, a escada deve retornar ao seu local de origem. Não deixar a mesma abandonada no chão, nem apoiada contra paredes e estruturas.
Nenhuma escada deve ser arrastada, ou sofrer impactos nas laterais e degraus. É permitido que a madeira seja protegida com verniz translúcido ou óleo de linhaça, que permita ver suas falhas. As escadas de madeira não devem apresentar farpas, saliências ou emendas. A madeira para confecção deve ser de boa qualidade, estar seca, sem apresentar nós e rachaduras que comprometam a sua resistência. Os degraus devem permanecer limpos, livres de óleos, graxas e produtos químicos. Nunca fique nos últimos degraus de uma escada. Deve-se deixar, no mínimo, dois degraus da extremidade superior.


Escada simples
As escadas simples devem ser amarradas no ponto de apoio, de modo a evitar escorregamento ou quedas frontais ou laterais. Quando não for possível, outro empregado pode segurá-la. A extremidade superior das escadas simples deve ultrapassar em cerca de um metro o ponto que se deseja atingir para acesso. A distância horizontal da base à linha de prumo que passa pelo apoio superior deve corresponder a ¼ da distância entre a base e o apoio superior, ou seja, para uma parede de 4 metros de altura, a base da escada deve estar afastada de 1 metro da parede. O espaçamento entre os degraus deve ser uniforme, entre 25 a 30 centímetros. O espaçamento entre os montantes deve estar entre 45 a 55 centímetros.

Escada de abrir
Devem ter comprimento máximo de 6 metros, quando fechada e devem possuir degraus largos.
Devem possuir tirantes ou limitadores de curso (corrente ou separador resistente articulado) dispostos em pontos intermediários de sua extensão. Quando aberta, os tirantes devem permanecer na posição de abertura máxima. Isso trava a escada, impedindo assim, deslocamentos bruscos. Não é permitido o uso de cordas, arames ou fios como limitadores de curso. Recomenda-se que, quando na posição aberta, a distância entre as extremidades inferiores das duas partes seja de aproximadamente 2/3 da extensão. A distância mínima entre os montantes no topo da escada deve ser de 30 centímetros. O ângulo formado entre os montantes deve ser tal que a distância entre eles aumente de 5 centímetros para cada 30 centímetros de altura.
Este tipo de escada não deve ser utilizado como escada de apoiar. Nunca apoiar um dos montantes com calço ou tijolo. Deve ser dada atenção especial quanto ao estado de conservação dos tirantes, dobradiças, pinos e ferragens de articulações.

Escada de extensão ou prolongável
A sobreposição entre as extensões (das escadas) deve ser de, no mínimo, 1 metro. Quando a escada estiver estendida, a corda deve ser bem esticada e amarrada nos degraus de base, para não ficar no chão e garantir que a seção superior não caia, em caso de abertura das catracas.
Deve ser dada atenção especial quanto ao estado de conservação da escada bem como da carretilha, corda, montantes, degraus, travas, base, etc. As escadas extensíveis devem ser transportadas por 2 homens, utilizando o mesmo lado do ombro e com o segmento móvel da escada para fora, devendo permanecer amarradas e sinalizadas com bandeirolas. Ao transportar as escadas no veículo, elas devem ser amarradas e sinalizadas com bandeirolas.
Nem todo local é adequado para posicionar a escada e executar o serviço. Durante o planejamento deve-se verificar:
  • As condições do piso;
  • Nos postes de madeira, redobrar a atenção, pois a base do poste pode estar podre;
  • Ferragens expostas ou soltas; • Existência de insetos ou animais peçonhentos;
  • Verificar se as catracas realmente atuaram no travamento do segmento móvel.
As escadas devem ser posicionadas e amarradas em postes, suporte de escadas, cruzetas e fachadas, devendo permanecer afastadas da base do ¼ em relação ao ponto de apoio. Utilizar nivelador em caso de piso com desnível.
Quando o empregado subir, o outro que está no solo deve segurar a escada pelos montantes, escorando com os pés nas suas extremidades durante a subida deste até que a mesma seja amarrada. A escada foi projetada para suportar o peso de um homem trabalhando, por isso o içamento de materiais ou ferramentas deve ser feito através de carretilha.
Só após a escada amarrada o empregado do solo poderá soltar a escada, mas deverá acompanhar atentamente a tarefa do empregado na escada. Se for necessário apoiar a escada em fachadas, onde não existir a possibilidade de amarração da mesma, o trabalhador do solo deve segurar a escada e permanecer na base apoiando os pés em suas extremidades.

O certificado de aprovação de cinto de segurança está disponível em: CA Cinto de segurança.

O procedimento operacional padrão para trabalho em altura com uso de escada está disponível em: 23_08_24_POP04 Procedimento operacional posicionamento e fixação de escada para trabalho em altura.

© Direitos de autor. 2023: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 10/09/2023